quinta-feira, 2 de maio de 2013

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Esse nó estourando a garganta, o arrepio que sobe das pernas até a cabeça, engolir dói tanto quanto um corte que rodeia seu braço. A sensação de se sentir solitária dói mais do que um acidente de carro, a solidão é um luxo. Cadê seus amigos, namorado, família, e aqueles que te dizem ‘te amo’? Estão fazendo algo por ai, enquanto você está aqui. Escrever é minha ultima opção, então decido começar assim...
Era uma vez uma menina livre, porém presa, não havia torres gigantes, nem dragões, muito menos madrasta má, só havia seu quarto e um velho livro. Ela gostava de rir, de se divertir, e ler seu livro, até que seu livro acabou. Não imaginava o quão o livro a fazia falta, porque era ele quem conversava com ela, todas as emoções e conflitos se refletiam nos acontecimentos daquele livro, até que seu livro acabou. Nunca podia-se imaginar que seu livro era o seu aconchego não só nas horas vagas, mas também nas horas de nós na garganta, ele simplesmente a curava com suas palavras, ela achará que o mundo fazia isso, mas não, era seu livro ,até que seu livro acabou. Não importava a quantidade de amigos que ela tinha, ou o quanto de sorrisos dava, ela nunca percebeu que isso não era tudo, que ela necessitava de algo mais, ela até tinha uma amiga importante, mas agora não tem mais, ela tem duas amigas muito importante, mas que tem também outras duas amigas mais importante do que ela, ela sabe que suas duas amigas a vê como importante, mas não é a mesma coisa, ela sabe que esse sentimento não tem nada a ver com essa história, mas ela precisa contar, porque dói, dói muito não ter alguém tão seu, dói muito se sentir sozinha, dói. A menina nunca saberia que tinha seu livro, até que seu livro acabou. Todos viveram suas vidas e a menina continuou a procura de outro livro. Fim.


Por: Isabella Santnader

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