Eu pensava em desistir, em como
tudo era tão difícil, mas ai você segurou minha mão naquela sexta feira
nublada, e eu perdi a direção. Sua mão era grande e fria, seus dedos amarravam
no meu em um nó perfeito de mãos, não tinha como desgrudá-las, e eu também não
queria que elas se separassem. Sabe como foi difícil chegar até aqui? Eu sei,
você sabe! Foi você que provocou tudo isso, foi seu sorriso idiota e sem jeito
que me deixou tão desequilibrada assim. Se soubesse como odeio tudo isso...
Todas aquelas brigas, em que
meus joelhos encontravam o chão daquela rua úmida de minha casa, meus cabelos
bagunçados pela sua mão que me agarravam minutos antes de todos os gritos e
palavras desesperadas que saiam de nossas bocas. Na madrugada acordava com uma
mensagem sua as 4:20h da manha, me pedindo para voltar para sua cama. E eu
voltava, voltava porque nossa vida era assim.
No banco do metro, entre uma
estação e outra eu tentava achar cinco motivos para voltar para casa antes de
chegar a sua. Primeiro: Deveria ter amor próprio, mas todo o meu amor está com
você. Segundo: Estava cansada de tantas e tantas vezes que isso se repetira,
mas eu era o motivo de toda repetição. Terceira: Seus olhos pretos fixos aos
meus, há como eles me tiravam desse mundo. Quarta: Não existe mais nenhum
motivo.
Então o metro parava e eu
descia com seu moletom cinza. Não havia ninguém lá, o único barulho que soava
era de minhas botas se arrastando pelo chão em direção as escadas. O irônico, é
que você estava sentado no ultimo degrau me esperando, com os olhos vermelhos.
Eu não havia respondido sua mensagem, mas você sabia, eu sei, você sabia, eu
viria, quantas vezes forem preciso, eu viria...
Por: Isabella Santander

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