Esse nó estourando a garganta,
o arrepio que sobe das pernas até a cabeça, engolir dói tanto quanto um corte
que rodeia seu braço. A sensação de se sentir solitária dói mais do que um
acidente de carro, a solidão é um luxo. Cadê seus amigos, namorado, família, e aqueles
que te dizem ‘te amo’? Estão fazendo algo por ai, enquanto você está aqui. Escrever
é minha ultima opção, então decido começar assim...
Era uma vez uma menina livre,
porém presa, não havia torres gigantes, nem dragões, muito menos madrasta má,
só havia seu quarto e um velho livro. Ela gostava de rir, de se divertir, e ler
seu livro, até que seu livro acabou. Não imaginava o quão o livro a fazia
falta, porque era ele quem conversava com ela, todas as emoções e conflitos se
refletiam nos acontecimentos daquele livro, até que seu livro acabou. Nunca
podia-se imaginar que seu livro era o seu aconchego não só nas horas vagas, mas
também nas horas de nós na garganta, ele simplesmente a curava com suas
palavras, ela achará que o mundo fazia isso, mas não, era seu livro ,até que
seu livro acabou. Não importava a quantidade de amigos que ela tinha, ou o
quanto de sorrisos dava, ela nunca percebeu que isso não era tudo, que ela
necessitava de algo mais, ela até tinha uma amiga importante, mas agora não tem
mais, ela tem duas amigas muito importante, mas que tem também outras duas
amigas mais importante do que ela, ela sabe que suas duas amigas a vê como
importante, mas não é a mesma coisa, ela sabe que esse sentimento não tem nada
a ver com essa história, mas ela precisa contar, porque dói, dói muito não ter
alguém tão seu, dói muito se sentir sozinha, dói. A menina nunca saberia que
tinha seu livro, até que seu livro acabou. Todos viveram suas vidas e a menina
continuou a procura de outro livro. Fim.
Por: Isabella Santnader







